21/10/2005 - 02h07
E esta noite vem me trazer essa dúvida de forma estranha... Agora ela não representa a inquietude da produção, mas a quase certeza do ter de aceitar.
Aceitar a vida habitual.
O que é esperado de mim.
Ai, eu queria liberdade.. mas, não sei qual ou como.
Estou tão perdida... achei que isso fosse processo de criação, mas o que eu crio não é lá grandes coisas, nem me leva pra lugar nenhum.
Tenho medo de estar usando as palavras para me esconder da realidade.
Mas, o que é a realidade?
Não sei, e também não sei se devo viver nas entrelinhas.
O que há do lado de lá da tela?
E além dos livros?
Sinto-me tão inútil..
Tão desnecessária.
Varando noites empenhada em sabe Deus o quê...
Buscando sentido nas palavras.
Sentindo-as.
Vivendo nelas.
Decifrando-as.
Brincando.
Inquietando-me.
Isso tudo valerá de que?
Afinal, o que é isso tudo?
Pequenos versos.
Sutis poesias.
Uma vontade doida de escrever meu destino diferente do ‘tradicional’.
Mas, a vida real me chama e, mesmo sem saber direito para onde, preciso ir.
Ai, que agonia!
Que noite eterna esta!!
Palavras inúteis diante da realidade.
r.e.a.l.i.d.a.d.e
Alguém me traga poesia!
Diga-me que ela vale à pena!
Tenho a nítida impressão de que daqui a algum tempo lembrarei desta fase atual com o romantismo dos que sonharam... e foram obrigados a viver!
Escrito por Lála às 02h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|