Meu DNA


Paixão nacional!! (e minha...)

Sou noveleira!!

Sim, não há como negar... Tenho essa enorme marca na minha vida: eu sou noveleira das boas – hehe.

 

Nos meus quase 22 anos (ou, mais de 21 / rs) devo ter visto centenas de folhetins. Sem contar as minisséries, as séries, os especiais de fim-de-ano... E, não me restrinjo só às tramas globais, não! Noveleiro que é noveleiro experimenta de tudo!! De “A Usurpadora” (novela mexicana exibida mais de uma vez pelo SBT) à “A Idade da Loba” (TV Bandeirantes). Sem falar nas reprises!!! E nas regravações!! Adoro todo tipo de novela. As de época e bem-humoradas do Walcyr Carrasco (de “Chocolate com Pimenta” e “O Cravo e a Rosa”), as intensas e escritas sob a visão masculina do Benedito Ruy Barbosa (“Terra Nostra”, “O Rei do Gado”), as polêmicas e escritas sob a visão feminina de Manoel Carlos (“História de Amor”, “Mulheres Apaixonadas”), e tantas e tantas outras...

 

Algumas me fizeram criar hábitos quase sagrados, como durante “Vila Madalena” (2000), quando eu parava o que estava fazendo para me dedicar às abdominais. Minha família diz que meu rosto se alterna de acordo com a história. Se o mocinho dá um beijo na mocinha, eu sorrio aberto. Se a vilã diz algo desagradável, eu faço cara feia, e às vezes saio da sala. Se vai ser uma cena muito forte, eu mudo de canal, com desprezo que esconde o medinho (rs). Nos momentos de humor, eu dou risada de chamar a atenção da casa – hehe.

 

Poderia usar termos acadêmicos: as novelas são um dos maiores símbolos da nossa cultura. E poderia falar de vida.... Quando meus tios e meu primo morreram, fui para o quarto dos meus pais, fechei as janelas e cortinas e me aconcheguei entre os cobertores para assistir à reprise de “Tieta”. Como se ali, na ilusão, eu me protegesse da tragédia que assolou não só minha vida e família, mas toda a cidade em que vivia (Paraty – RJ).

 

Participei de algumas novelas! Sim, senhor!! Quando as gravações aconteciam em Paraty, eu ficava admirando... e até tentei vaga de figurante (cheguei a conseguir, mas esquece o mico – hahaha).

 

Algumas obras são verdadeiras obras-primas, como a minissérie “Os Maias”. Mas, preciso admitir que não sou imparcial. Tenho minha novela preferida: “Laços de Família”. Da primeira vez que foi exibida, em 2000, eu e Milena (saudades grandes...) gravávamos os capítulos para revermos à noite. Depois do cursinho, a gente corria lá pro meu apêzinho, e “enrolávamos” o tio-pai-dela pelo telefone, para termos tempo de comentarmos o capítulo. E, se não podíamos rever juntas, no dia seguinte este era um dos assuntos da aula... A novela está reprisando e confesso que quando soube que isso aconteceria, senti com um contentamento sapeca : ) Estava atravessando um momento difícil, e fiquei contente em saber que parte do meu tempo seria preenchido com algo que eu gostava tanto. E, claro, que avisei à Milena – haha. E a gente ainda conversa sobre isso, nas poucas vezes que conversamos.

 

Ficaria horas falando sobre meus personagens preferidos, sobre as histórias em pormenores, mas... Desculpem-me, sabe como é, né?! Está na hora da novela...

 

 

[o texto pareceu fútil? Talvez... Mas, completo afirmando que sempre fui boa aluna e profissional – hehe. Já nos intervalos.... hahahaha]

 

 

Bjos para meu pai, que nunca gostou muito do meu hábito... E pra minha mãe, que sempre me acompanhou em frente à TV :)

 

 

 



 Escrito por Lála às 18h48
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Aprendendo a viver...

Sinto que me superei nos erros esta semana.

E, novamente, sinto um medo enorme.

Medo de ter forçado as coisas a um caminho sem volta.

Medo dos sorrisos que talvez fiquem só nas fotos.

Medo de mim. 

Porque às vezes sou intensa demais, exagerada demais, e ultrapasso barreiras.

 

E se, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, eu sinto receio por achar que me mostrei feia demais. Talvez, imperdoável.

 

Tenho medo da visão que estão tendo de mim, mas, a minha visão de mim mesma mudou. E, por contraditório que pareça, para a melhor. Porque, quando se descobre as maiores fraquezas, a gente tem a opção de mudar algo que se tornou real, que é nítido. É mais fácil lidar com o que se conhece bem, e esta semana eu conheci bem um pouco do pior de mim.

 

Descobri que:

 

- ser intensa demais é bom, mas às vezes machuca também aos outros (eu já estou acostumada a essas feridas em mim);

- o meu espaço termina onde começa o do outro, e só tenho o direito de chegar “no outro” pela vontade dele. Não pela minha;

- preciso ser fiel a mim, e gostar mais de mim, e fazer o melhor por mim (não por egoísmo, mas por amor-próprio);

- quando a cabeça estiver quente, é melhor ir passear, ler um bom livro... e pensar bem antes de agir;

- devo ser menos impulsiva, mas não deixar de agir por falta de coragem;

- preciso me conhecer melhor. Não só em que ângulo fotografo bem ou que sapato não me machuca, mas descobrir quem eu sou, porque a minha forma de viver e de ver o outro depende de como eu vivo e vejo a mim mesma;

- “Eu tenho o direito de errar” – frase simples, mas forte para quem se cobra tanto quanto eu;

- preciso me levar menos à sério, mas, ao mesmo, tempo, tentar me entender mais e me ouvir mais;

- há tempo para viver. Então, eu devo “praticar a vida”.

 

Enfim, eu aprendi muito esta semana. E, hoje, lamento porque acho que meus defeitos e a face que mostrei causaram estranhamento em pessoas queridas, que eu gostaria que acompanhassem meu crescimento. Porque às vezes é difícil perdoar os gritos e a crueldade... E eu terei de entender, sem me compadecer de mim mesma. Só arcar com as conseqüências dos meus maus atos.

 

E, o mais difícil e necessário agora: deixar as coisas acontecerem, a vida seguir seu rumo, e, quem sabe, viver novos sorrisos.

 

Me condeno, mas... quem sabe os milagres de Deus?

 

 



 Escrito por Lála às 14h49
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