Aprendendo a viver...
Sinto que me superei nos erros esta semana.
E, novamente, sinto um medo enorme.
Medo de ter forçado as coisas a um caminho sem volta.
Medo dos sorrisos que talvez fiquem só nas fotos.
Medo de mim.
Porque às vezes sou intensa demais, exagerada demais, e ultrapasso barreiras.
E se, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, eu sinto receio por achar que me mostrei feia demais. Talvez, imperdoável.
Tenho medo da visão que estão tendo de mim, mas, a minha visão de mim mesma mudou. E, por contraditório que pareça, para a melhor. Porque, quando se descobre as maiores fraquezas, a gente tem a opção de mudar algo que se tornou real, que é nítido. É mais fácil lidar com o que se conhece bem, e esta semana eu conheci bem um pouco do pior de mim.
Descobri que:
- ser intensa demais é bom, mas às vezes machuca também aos outros (eu já estou acostumada a essas feridas em mim);
- o meu espaço termina onde começa o do outro, e só tenho o direito de chegar “no outro” pela vontade dele. Não pela minha;
- preciso ser fiel a mim, e gostar mais de mim, e fazer o melhor por mim (não por egoísmo, mas por amor-próprio);
- quando a cabeça estiver quente, é melhor ir passear, ler um bom livro... e pensar bem antes de agir;
- devo ser menos impulsiva, mas não deixar de agir por falta de coragem;
- preciso me conhecer melhor. Não só em que ângulo fotografo bem ou que sapato não me machuca, mas descobrir quem eu sou, porque a minha forma de viver e de ver o outro depende de como eu vivo e vejo a mim mesma;
- “Eu tenho o direito de errar” – frase simples, mas forte para quem se cobra tanto quanto eu;
- preciso me levar menos à sério, mas, ao mesmo, tempo, tentar me entender mais e me ouvir mais;
- há tempo para viver. Então, eu devo “praticar a vida”.
Enfim, eu aprendi muito esta semana. E, hoje, lamento porque acho que meus defeitos e a face que mostrei causaram estranhamento em pessoas queridas, que eu gostaria que acompanhassem meu crescimento. Porque às vezes é difícil perdoar os gritos e a crueldade... E eu terei de entender, sem me compadecer de mim mesma. Só arcar com as conseqüências dos meus maus atos.
E, o mais difícil e necessário agora: deixar as coisas acontecerem, a vida seguir seu rumo, e, quem sabe, viver novos sorrisos.
Me condeno, mas... quem sabe os milagres de Deus?
Escrito por Lála às 14h49
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