Quero (voltar a) ser JORNALISTA!!!
Noite de sexta-feira em casa. Assistindo ao Programa do Jô, uma palavra me chamou a atenção: “romance”. O que veio à minha mente de imediato não foram contos de fadas ou histórias da TV. Nem mesmo os belos casais que admiro. "Romance" para mim significou Jornalismo.
Hoje afirmo que não tenho sonhos pessoais (meu sonho é ver quem eu amo feliz). Essa afirmação é tão dura quanto parece ser, principalmente levando-se em conta que sou uma sonhadora nata. Uma apaixonada nata (daí o espanto em ver que a palavra “romance” não me fez pensar no “príncipe encantado”). Hoje não sou nada disso.
De todos os meus grandes sonhos da vida, um dos maiores (e graças a Deus realizado) foi o de ser Jornalista!! E eu o sou!! Posso não ter mais os títulos que já ostentei, e dos quais tanto me orgulhei e me esforcei para manter (coisas de Deus...), mas, uma coisa eu sou: Jornalista!!
Será??
Pensando bem, não tenho mais algumas das principais características que me atraíram na profissão que eu escolhi (e lutei mto para): o romance (grande e polêmico Nelson Rodrigues!!), a ironia inteligente, a cultura aprimorada, a tenacidade, a esperteza, a curiosidade, a inteligência cultivada, a beleza, ... e tanto mais.
Meu último grande sonho acabou ali, quando tirei aquela beca, com a sensação de dever cumprido. Contradição!! Na verdade, parece-me que nunca quis ser efetivamente jornalista, mas, estudante de jornalismo. Desafiei quem foi necessário, conquistei o canudo, e agora.... agora, já cumpri meu objetivo de vida. Posso parar!! [Quem vos escreve é uma menina de 21 anos.]
Aí, percebo ter perdido outra característica fascinante e imprescindível do verdadeiro jornalista (repito a palavra "jornalista" pq a acho mais “romântica” do que “profissional de comunicação”): a coragem.
Covardemente eu me entrego e digo que já fiz a minha parte. Acabou-se meu compromisso com o mundo.
E as grandes reportagens? E a paixão do dia-a-dia da profissão? E a disposição de trabalhar com a garra daquele editor-chefe do jornal O Povo (que “se espremer sai sangue”) que tinha em sua Redação nada além do que paixão (expressa violentamente na rádio patrulha e nos computadores velhos espalhados pela sala suja)?
Sinto-me envergonhada porque, se iniciei esse texto dizendo que “sou jornalista”, agora vejo que não sou digna do título...
Tenho duas opções: decretar minha aposentadoria e me contentar com o que não fui; ou tentar buscar “furos”, escrever “laudas” para uma “grande reportagem”, me entregar ao “maior dos diretores” (Deus) e montar minha “grande equipe” (os que gostam de mim). [É preciso lembrar que em todo trabalho há problemas e a vontade de desistir... mas, é preciso determinação - outra grande marca do jornalista de verdade - para prosseguir.]
Corra pro camarim, Lathife Cordeiro!! Maquiagem e roupa adeqüada, texto entendido, equipe em sintonia, obediência ao diretor .... porque o trabalho está só começando!!
[obrigada a Deus e aos que gostam de mim, e sabem que esse otimismo é difícil de ser vivido, mas que estão dispostos a me acompanhar. O Senhor os recompense!]
>> Desculpem os erros encontrados. O texto foi escrito às 2h30 da manhã. Sei que para o verdadeiro jornalista não há "tempo ruim", mas, como já deu para perceber, estou absolutamente destreinada... Ah, e deixei de usar termos de Assessoria de Imprensa, outra paixão já sentida...
Escrito por Lála às 02h29
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